Filosofia Quiosquiana

-----------O UNIVERSO FANTÁSTICO DOS CASTORES-----------Ideia original de: Beto Rodrigues, João Sousa e Pedro Silva, "Os quiosquianos"

A minha foto
Nome:
Localização: Portugal

julho 03, 2009

Estudos McDonaldianos


Estando sem inspiração nem disposição (visto ter uma vida extremamente ocupada neste momento) para me aventurar no fundo do meu génio criativo e puxar o lustro ao meu ofuscante mundo de originalidade, no sentido de criar mais um texto de humor, pensei recorrer, mais uma vez, aos arquivos deste blog e tentar encontrar um rascunho que desse para aproveitar.

Pondo isto em termos gráficos e simbólicos: Chafurdei na lama pseudo-intelectual da pocilga virtual deste blog de caca, para tentar desvendar alguma pérola por entre resto de comida e fezes suínas.
(Isto era desnecessário, dizem vocês, mas, visto que eu, neste momento, me encontro num daqueles bares muito eruditos, daqueles que tem uma livraria, uma máquina de café gratuito, e cujo pessoal da casa tem que usar uns aventais muito design a que chamam de uniforme de trabalho, e estar ali no canto uma daquelas intelectuais boazudas, tenho que arranjar matéria para estar sempre a escrever, para prolongar o estilo que neste momento me dá pinta de jovem escritor - e acho que ela me está a achar piada, sinto, sinceramente, que ela me deseja ardemente, vejo-o na maneira sensual e sugestiva com que ela folheia aquele volume sobre... ...qualquer coisa acabada em "ismo" ou "logia"...)

Bem, passada esta introdução chata comó Carvalho, devo dizer que resolvi trabalhar uma ideia presente num texto que na altura se encontrava associado à Pirâmide McDonaldiana™.
O texto nasceu precisamente na altura em que eu e a minha vasta equipa (éramos 2 ao todo) levávamos a cabo importantes estudos na comunidade McDonaldiana, e refere-se à relevante pesquisa e observação sociológica associada aos Métodos de Ketchupização das batatas fritas, ou simplesmente, aos estratagemas utilizados para molhar as batatas fritas no ketchup.

(A título de aparte, gostaria de saber que imagens vêm à cabeça do leitor quando lê a palavra Ketchupização. Peço encarecidamente que as comunicassem num eventual comentário a este post, e que o façam seriamente, nada de comentários de baixo nível e de riso fácil, do tipo "olá babe, vamos ali atrás do escorrega dos putos e eu deixo-te ketchupizar a minha batata frita"...nada disso, por favor)

O estudo trata, portanto, de enunciar e enumerar alguns dos idiossincráticos métodos de posologia de ketchup nas batatas fritas. (chamo a atenção para a expressão "métodos idiossincráticos de posologia").
Os variadíssimos métodos, alguns bem originais e estranhos, têm todos eles as suas vantagens e desvantagens, sendo o objectivo comum a todos eles a optimização do uso do ketchup na batata frita. Devo acrescentar que a minha equipa não inventou nenhum, apenas nos resumimos a classificá-los e catalogá-los por ordem de frequência e a atribuir-lhes uma nomenclatura.

Muitos de vós, inúmeros, milhares por certo, leitores assíduos deste blog, irão identificar-se com alguns dos métodos e vão certamente compreender a importância deste assunto e desta pesquisa, a que eu e a minha equipa nos propusemos a estender a um grande estudo social e antropológico à escala mundial, para nos compreendermos melhor como seres humanos. Enfim, depois parámos de fumar disso durante uns tempos e vimos que realmente a ideia era parva.
Mesmo assim, estamos perfeitamente convictos de que qualquer sociólogo, antropólogo ou mesmo psicanalista e homem de ciência que se preze ficaria orgulhoso do estudo.

Por isto tudo, sinto-me confortável para partilhar convosco esta lista. Ei-la:

MÉTODOS DE KETCHUPIZAÇÃO

(sim, esta lista também tem direitos de autor, nós não andamos aqui a brincar, ou que julgam??)


O método porventura mais frequente de ketchupização das batatas fritas é a chamada Caixa de Pandora ou, simplesmente, e talvez mais adequado, o Baú Aberto, que consiste em colocar todo as batatas fritas na parte da caixa do hamburger que está vazia, para em seguida aplicar sobre elas o ketchup. Nesta fase, usa-se o chamado Sistema da Rega, que consiste em abrir a pequena embalagem do ketchup e aplicá-lo livremente sobre o molhe de batatas. Este sistema é também conhecido como o Sistema Jackson Pollock, e tem diversas variantes, que se prendem com o desenho aparente da Rega, sendo talvez a mais frequente A Espiral, mas havendo outras com igual popularidade como O Gamão (de homenagem ao tabuleiro do jogo com o mesmo nome-consiste num desenho aos zigue-zagues) ou A Mosca Tonta.


No mesmo grupo da Rega, existe A Bisnaga, em tudo semelhante à primeira excepto no contentor do ketchup. Aqui, o ketchup é aplicado bombeando uma espécie de torneira de ketchup, que geralmente se encontra numa mesa separada.(Há qualquer coisa de misterioso e sedutor naquele impulso que uma pessoa tem de estar ali a bombear ketchup até dizer chega.Eu falo por mim, eu passava ali horas se pudesse, só a bombear ketchup. Aliás, um dos meus sonhos é um dia chegar a um restaurante McDonald's qualquer e ver na porta um magnífico papelinho com as letras PRECISA-SE: BOMBEADOR DE KETCHUP)

Um outro método também muito visto, e que, pessoalmente, é o meu predilecto, é o Método do Vértice - Tendo o baú aberto, coloca-se o ketchup todo num canto da parte vazia do baú. É, porventura, o método que oferece a melhor percentagem de batata frita molhada com ketchup, visto que a batata frita tem, na zona do canto, 3 faces do báu com as quais se pode encher de ketchup.
Geralmente combino este método com outro, o engenhoso e inteligente Método da Dobra, com o qual eu e a minha equipa travámos conhecimento no XIII Congresso Europeu de Ketchupização , que consiste simplesmente em dobrar a batata frita a meio para depois a molhar no ketchup, obtendo assim uma ainda melhor percentagem de batata frita com ketchup, que ronda os 70-80%.

Há um método que, embora não muito higiénico, não deixa de ser divertido e, na verdade, também prático, é o que a minha equipa chamou de BSOC, sigla para o Método Blood Stain On The Carpet, que consiste no despejar do conteúdo da embalagem do ketchup num ponto aleatório do papel que cobre o tabuleiro, para depois então molhar as batatas no molhe.

Outro método, não muito comum, mas ainda assim com algum sentido prático, consiste em não despejar o conteúdo da embalagem, mas sim molhar directamente a batata frita dentro da embalagem aberta, técnica que um membro da minha equipa com mente pervertida apelidou de Método do Coito Menstruado.
Esse mesmo membro da equipa afirmou, deve-se dizer que com razão científica, que se o buraco da abertura da embalagem for suficientemente largo, poderia combinar-se este método do CM com o Método Twix, método que consiste simplesmente em emparelhar duas batatas fritas de comprimento semelhante, conseguindo assim molhar duas ao mesmo tempo na embalagem.

Uma estranha variante do Método Twix é o exótico Método da Manteiga Vermelha, que uma equipa de investigadores Ketchupistas ingleses afirma ser popular na região nordeste da Grã-Bretanha, onde as duas batatas emparelhadas são barradas de ketchup por uma terceira cheia de ketchup, que no fim do processo é comida também.
(e sim, de facto eu inventei esta treta toda das batatas fritas e do ketchup só para poder usar, num contexto extremamente estúpido, a expressão "chupistas ingleses")

Ainda dentro dos métodos de ketchupização polibatatais (ou seja, aqueles que se servem de duas ou mais batatas simultaneamente) destacamos o impaciente Método Napalm, que consiste no mergulhar simultâneo de um pequeno punhado de batatas no molho, prático para quem segue o lema FAST FOOD - FAST EATING.


Em breve os estudos retomarão e mais métodos serão devidamente estudados e catalogados. Por enquanto, os membros da equipa encontram-se num período de reflexão intensa, cujos problemas e dúvidas essencias prendem-se sobretudo com o porquê desta lista existir, e se a sua elaboração e toda a actividade intelectual, cerebral, sexual, e Alcacér do Sal a ela inerente não poderia ser substituída por algo mais útil. Algo que servisse, por exemplo, para engatar intelectuais boazudas.
Quanto a essa, que me estava a topar há bocado- acho que a perdi para um branquelas de óculos e pêlo facial esquisito que apareceu aqui com um calhamaço que deve pesar mais do que ele.
Estas gajas... Não podem ver um homem que saiba uma coisa ou duas sobre arte pós-moderna e a vertente niilista latente em alguns clássicos pré-soviéticos que ficam logo todas derretidas... Clássicos pré-soviéticos, grande coisa!...

Bem, de qualquer maneira, acho que aquilo era cultura a mais pra minha camioneta...

junho 12, 2009

DivagaCÃO X

Quando, no outro dia, fui passear o meu grande e possante cão ao parque que fica perto do meu luxuoso condomínio, fui abordado por um senhor de idade que me disse:

"Boa noite, jovem"
e eu: "Noooooooite"*

"Que grande animal traz aí! Tem que ter atenção... Sabe que é preciso tirar um daqueles saquinhos no caso de ele fazer cócó, para não estragar este bonito parque do nosso luxuoso condomínio!"
e eu: "Ah, não é preciso. Sabe, é que o este cão sai ao dono...Só caga em casa! Noooooooooite!

"...... Noo....nooooite"



(noooooooite é uma expressão bipolar que geralmente se usa quando os dois intérpretes estão em andamento e a sua relação afectiva/social é pouco relevante, o que obriga à brevidade da expressão, que é, inevitavelmente, também, conotada com um certo desinteresse)
- se não percebem o que isto quer dizer, experimentem beber um jarro e meio de sangria do Sancho sozinhos e vão compreender. Eu próprio tive de beber a mesma quantidade para o escrever.

agosto 19, 2008

A Teoria do Desculpa do Segundo Encontro

Recorrendo a um velho arquivo que mantinha na arrecadação virtual deste blog, gostaria de aqui partilhar convosco uma técnica de engate que me foi explicada há uns tempitos atrás. Apesar de, na verdade, a técnica estar ainda numa fase um pouco precoce, tão precoce que mais facilmente se lhe chama de teoria, emprestei-lhe algum interesse e estou um dia disposto a tentá-la . A teoria parte de um preceito simples:

A melhor maneira de se conhecer uma miúda, é vencer o medo da segunda vez que se a encontra.
 
Imaginemos esta situação: num bar qualquer, está uma tipa boa boa boa mesmo ao pé do balcão. Está sozinha e tem amigos feios. Um deles é gay, só pode. Estás ai todo entesado e queres falar com a rapariga, mas falta-te coragem.  Simplesmente não tens o que falar com ela, e por isso vês que realmente tudo isto do mundo do engate é uma arte superior, para a qual simplesmente nao foste talhado. "é a vida", pensas tu."enfim--mais  uma cerveja sancho tem minis não? entao de-me uma sagres só tem super bock? pode ser... vou mas é beber e falar de futebol, de gajas e de "pessoal cromo que come gajas mas não devia porque é injusto" aqui com o meu pessoal fixe que por acaso não come gajas."

Há uma solução, que provém dessa pequena teoria que um amigo meu chamado Jeremias me explicou. 

Ele, o Jeremias, diz isto: só ha duas coisas em que tens de pensar quando estás decidido a falar com ela. As duas coisas são, por ordem de importância : O "segundo encontro com ela" e a seguir "O primeiro encontro". Após algum árduo trabalho intelectual, ele, o Jeremias, apercebeu-se, de facto, que o verdadeiramente importante reside na segunda vez que se vê a miúda, formulando a "teoria do desculpa do segundo encontro". O que dizer no segundo encontro? Ora aí é que está... Qual é a palavra que introduz uma conversa melhor que o simples e incompleto "Olá"?! 

É o desculpa.  porque o desculpa pede mesmo mais conversa.Há que justificar o desculpa.

"Desculpa." E ela "Desculpa, por quê?" - lá estão, duas frasezinhas que convidam tantas outras, formando uma conversa. E o melhor de tudo, é que sempre, no rescaldo da explicação do desculpa, e extremamente facil encaixar um outro motivo de conversa, a que se segue outro e outro.

Mas falta explicar a teoria (que, volto a frisar, é da autoria de um amigo meu chamado JEREMIAS). Ela diz, assim, que há que primeiro  ter a certeza que lhe vamos pedir desculpa da próxima vez. E da primeira vez, há que fazer algo, e , o mais importante, num ar falsamente distraído, que nos obrigue a desculparmo-nos no outro dia. Criem uma situação embaraçosa, poupando porém no aparato, que depois digam que foi "sem querer". Até podem dizer desculpa,mas duvido que digam mais que isso logo ali. O desculpa do segundo encontro tem sempre um outro contexto, que favorece a continuação do diálogo. 

Claro que há o risco de se cair numa conversa absurda e ridícula...mas Confúcio dizia aos seus noviços, quando vinha das romarias em Zenghzou onde engatava sempre uma ou duas gueixas reformadas: "Pois é assim, noviços, é sempre melhor uma conversa absurda do que enchermos  chouriços" (Confúcio sempre que tinha oportunidade punha uma rima estúpida num aforismo, era um dos seus hobbies.) (e sim, Confúcio geralmente dirigia-se aos seus noviços com "Pois é assim noviços", para ele demonstrava prestigio.)

Mas a arte do engate, é ou nao é minha gente, a difcil luta para ARRANJAR MOTIVOS DE CONVERSA?!?!

Alguns dão-se mal nisto do engate exactamente por não arranjarem motivos de conversa.
Tenho para mim, (e o Jeremias também tem para ele) que se os oferecessem livremente pelas ruas, o mundo era um sítio bem melhor.

Nós, os que realmente dão importância a essa actividade a que chamamos de engate, que tem tanto de maravilhosa como de cruel e inútil (agora a parte pseudo-poetica) somos como Alexandre o Grande, montando num possante Bucéfalo de conversas de chacha, a marchar e a tentar conquistar tudo quanto é impérios de motivos de conversa, no fantástico mundo do engate. Ou, como eu gosto de chamá-lo, o "mundo dos possíveis motivos de conversa. 
Pois é, mas nem todos nós somos Alexandres.E para esses há a teoria do Jeremias (um amigo meu).

A teoria esta ainda a ser testada, embora sem sucesso imediato e com resultados pouco brilhantes ou optimistas, para não dizer vergonhosos mesmo...

É pena, Jeremias...

março 07, 2008

Sansão Rockefeller

Seguindo um modelo de texto humorístico sugerido pelo Miguel (sim, é bom saber que vivemos num mundo onde, apesar de lá viverem os males da dor, da injustiça e da inveja, ainda há amigos que sugerem modelos de textos humorísticos), lanço aqui este post , que resultou da resposta a esse texto do Miguel. ( http://0ur0b0r0s.livejournal.com/906.html )





Sansão Rockefeller.

Sansão Rockefeller é um furúnculo.

Sansão Rockefeller vive na virilha esquerda de Tomás Cerqueira.

Sansão Rockefeller tem como casa de ferramentas o testículo esquerdo de Tomás Cerqueira.

Sansão Rockefeller tem vizinhos chatos.

Os vizinhos chatos de Sansão Rockefeller são os chatos do testículo esquerdo de Tomás Cerqueira.

Sansão Rockefeller tem muitas silvas à volta de sua casa.

Sansão Rockefeller é mais cor-de-rosa do que anil.

Tomás Cerqueira foi uma vez a um bordel tailandês. Sansão Rockefeller nasceu nessa noite.

Sansão Rockefeller namora com uma borbulha de acne, habitante na têmpora direita de Tomás Cerqueira.

Sansão Rockefeller pode-se encontrar à vontade com a namorada, pois Tomás Cerqueira possui uma elasticidade incrível.

O maior rival de Sansão Rockefeller é um tubo de Clearasil.

Sansão Rockefeller às vezes atrapalha.

Sansão Rockefeller não se dá muito bem com o mindinho da mão direita de Tomás Cerqueira.

Sansão Rockefeller raramente toma banho.

Sansão Rockefeller gosta mais de boxers do que de slips.

Sansão Rockefeller não se pode enervar.

Sansão Rockefeller tem dois primos: Larápio Lepra e McBoyle Gangrena. São os dois mais altos que Sansão Rockefeller.

Larápio Lepra tem sempre a casa a cair aos bocados.

MCBoyle Gangrena vive numa favela.

Sansão Rockefeller está a chamar.


Já vou, SANSÃO ROCKEFELLER!




Já agora, posso avançar para a imposição de uma nomenclatura a este modelo de texto humorístico (se me permites, Miguel).Sendo assim, tenho mesmo aqui em mente um nome sonante, com laivos de intelectualidade e de complexo, mas seguro na sua logicidade. Uma coisa do género:


"modelo livre-associativo complementar de cadeia pré-ensaiada"

agosto 10, 2007

Divagação IX

Se o vinho é o sangue de Cristo...
.
o gajo devia ter uma taxa alcoolémica bonita, devia...

maio 29, 2007

Uma salva de palmas para o Capitão João Vasco

Gostaria de anunciar este post usando uma fórmula humorística, da qual eu gosto bastante, que é o "What's with the?!". Lanço então a pergunta, que descreve uma situação que me perturba:



"What's with the clapping in planes?"





Ou seja, que estúpida mania é esta dos passageiros baterem palmas quando o piloto consegue uma aterragem com sucesso?Minha gente, o homem está apenas a fazer o seu trabalho, não está a dar um espeectáculo de aviação. Estamos no teatro?! Não estamos pois não!? Estamos num meio de transporte aéreo. Entao comporte-se como uma pessoa que está num meio de transporte aéreo. Ou seja, nada de palamas nem assobios.Por acaso está a ver as hospedeiras com um sinal luminoso a dizer APLAUSOS?!Isto é o Preço Certo agora?

Mas também era giro se, em vez de nos serem dadas as folhas das intruções de emergência, davam-nos um plano de uma peça de teatro. Ora:


--


Prólogo- A Descolagem, (vejam só a mestria do capitão João Vasco kuando o avião tá em modo táxi, e o talento, o dom inato para a aeronáutica do Capitão a funcionar num magistral Vôo para fora da pista!--este entusiasmo pareceria mais um circo* que um espectaculo de cultura,bem sei)


Depois o Recitar do Poema (ouçam a voz agradável e segura do Capitão João Vasco recitando um Poema intitulado "Situação Metereológica e Informação da viagem")No II acto, à passagem pelo meridiano zero, vejam o capitao vasco ,e percebam a sua excelência e experiência, a rodar a aeronave 13 graus para norte, para acertar com o Destino!**)


O Destino (é precisamente a parte ultima do espectáculo. O Auge da Tragédia, a apoteose final, num arriscado, mas surpreendentemente suavissímo Aterrar.)


FIM

--


Por acaso os homenzinhos de boné que vão arrumar as malas em grande pressa e aparato antes do avião descolar, também fazem por momentos lembrar assistentes de mágicos, a preparar o equipamento necessário para o próximo truque. -- "E agora, os meus assistentes, vão carregar ESTA nave (e faz um gesto giro com as mãos, assim à Luis de Matos) com malas e pacotes enormes, para terem a certeza que este avião fica MESMO PESADO e eu, apenas com as minhas mãos, faço-o levantar-se do chão!!! E depois deste vem um truque muito giro com valetes e manilhas de copas, tenho que vos mostrar, 'tá do melhor."

Para isso também se elogiavam e batiam palmas noutras situações ("clap clap clap - isto são as palmas--- parabéns sô taxista um estacionamento em espinha notável! sem espinhas diria eu! ah ah - clap clap clap" ; "bravo bravo clap clap sr. varredor!! vou-lhe dizer uma coisa, essa foi a lata de coca-cola mais bem varrida que eu tenho visto por aí" ; " ricardini,esse manuseamento da travessa foi impecavel.magnifico clap clap clap 2 galões 1 torrada 3 finos 6 palitos e um banana split sem deixar cair nadinha...bravo bravo!! clap clap assim vale a pena perder tempo nos cafés!Assim até nem me importo de vir aki e aplaudir situações completamente absurdas e fazer figura de parvo a tarde toda...clap clap.... RICARDINI!"- (é que eu tenho por tara nomenclar os empregados de mesa de ricardinis.)

*Já que falei em circo, porque nao imaginar o sr Vasco como uma atracção de circo?! Um tipo gordo com umas roupas à Noddy, bigodinho latino e com problemas de salivação, à entrada:

MENINOS E MENINAS!!! SENHORAS E SENHORES!!!! ENTRRRRRREEEEM TODOS NA AERONAVE FANTÁSTICA!!!!UMA EXPERIÊNCIA INESQUECÍVEL QUE NÃAAAAO PODEM PERDER!!!. ENTRRREM TODOS E DEIXEM-SE MAAAAARAVILHAR COM O PILOTO JOOOÃO VAAAAAAASCO SIVERNALI E A SUA NAVE MÁAAAAGICA!!!!!


**acertar com o Destino- gostei desta. (Num outro contexto, menos estúpido, até dava um poema: "até te sais com umas frases bonitas pedro, as vezes até... te transcendes e fazes umas coisitas, vá lá,.... minimamente SUGESTIVAS. -- isto diz o Grilo Falante. E eu sou o Pinóquio.) -- É, eu às vezes bebo uns chás com umas folhas de plantas com nomes esquisitos k umas tribos americanas também usam, e falo com um grilo, transformo-me num boneco de madeira,e sempre que digo que estou a alucinar, e que não sou o Pinóquio, cresce-me o nariz!!!!

setembro 29, 2006

A Lenda da Manhã de Confúcio

Ouvistes já a lenda da "Esplêndida manhã de Confúcio"?

Se não, ficai agora a saber, e regozijai maravilhados com a descrição deste sublime episódio, protagonizado por um homem cuja paixão e extraordinário carácter souberam tocar os corações de muitas gerações.
.
Reza a lenda que "Confúcio, após uma noite conturbada de sonhos proféticos, terríveis e violentos, achou-se, na manhã que o veio salvar de tais atrozes e abissais visões e que o recuperou à salutar beleza da Natureza e do dia benfazejo, plenamente iluminado, e com o coração aquecido pela mais profunda bondade e amor.
Então, Confúcio ergueu-se brandamente do seu gentil leito de linho sobre a terra húmida e quente das margens do Sishu, e compôs as sóbrias vestes que drapejavam suavemente sobre o seu já velho, mas firme corpo.
.
E mirando o sol oblíquo da fresca manhã, recortado por lindas folhas de amendoeiras que as mãos longínquas dos avós de Qufu haviam plantado, disse numa voz afável e quente:
-Ah! Que lindo dia está! Acho que hoje vou pescar!
.
E foi."
.
(Iró-Kusito Su-Doku in Memórias de Confúcio, cap. V - A Lenda da Esplêndida Manhã de Confúcio)

[ View Guestbook ] [ Sign Guestbook ]
Get a FREE guestbook here!